Categoria: Ciência

HIRO-III cria a sensação física que falta no 3D

Se imagens em 3D são incríveis, imagine poder tocar nelas. Pois é o que pesquisadores japoneses da Universidade Gifu estão tentando fazer.

Eles desenvolveram o protótipo de um robô chamado HIRO III, que, em conjunto com imagens em 3D, passa a impressão de tocar no objeto que está sendo visto. Para entender como funciona, veja o vídeo:

Ele poderá ser usado, por exemplo, em consultas e operações médicas, já que seria possível representar um órgão do corpo. Por enquanto, ele está em desenvolvimento, mas é uma idéia que tem tudo para se popularizar, pegando carona na onda das imagens em três dimensões. [via Engadget]

Plantas carnívoras que salvam vidas

As plantas carnívoras gigantes que se alimentam de humanos, por enquanto, só existem na ficção, mas um estudo do pesquisador israelente Aviah Zilberstein defende a tese que as plantas reais, aquelas que se alimentam de insetos, podem oferecer um tratamento muito importante para salvar várias vidas.

Na Índia, algumas pessoas tomam um tipo de “suco de planta carnívora”, da espécie Nepenthes khasiana, por acreditarem que a planta possui certo poder curativo, e por mais estranho que seja tomar um xarope de planta carnívora, o Journal Of Experimental Biology divulgou um estudo que pode confirmar o tratamento.

Segundo o estudo, a Nepenthes khasiana possui propriedades anti-fúngicas (já que ela precisa de substâncias para evitar fungos e bactérias nos restos mortais dos insetos ingeridos), e que podem funcionar como um recurso natural para tratar infecções por fungos em humanos, segundo Aviah Zilberstein, da Universidade de Tel Aviv, Israel.

Os testes em animais ainda não começaram, o que significa que nenhuma cura á base da Nepenthes ainda é confirmada, mas caso os resultados esperados se confirmem, a medicina vai ter uma cartada contra infecções por fungos, que dificilmente desgrudam depois de infectarem e matam milhares de pessoas no mundo todo. [via Discovery]

Alemanha quer gerar eletricidade no Saara

Muito tempo atrás ouvi falar do projeto Desertec, uma megaestrutura que vai tornar o deserto do Saara em uma gigantesca fonte de energia, suficiente para suprir a necessidade energética dos europeus.Agora, engenheiros da Alemanha estão desenvolvendo um dos primeiros subprojetos da Desertec, que pretende utilizar painéis solares no Saara para gerar energia.

Em um futuro próximo, as luzes de Paris virão destas dunas

O Saara é maior que o Brasil e seu território é relativamente do tamanho dos Estados Unidos. E como lá é pura areia e calor, porque não usar tanto espaço livre para produzir energia a quem precisa ? Além disso, a Europa poderia pagar taxas para as nações africanas e contribuir para o desenvolvimento do continente (sim, eu acredito que apesar da corrupção dos governos africanos e do egoísmo de algumas nações européias, é possível ajudar a África com esses projetos).

Os  engenheiros alemães já estabeleceram a primeira meta: produzir energia suficiente para 15% da Europa até 2050. Se até lá o projeto sair do papel, já é um começo. [via Discovery e DW-WORLD.DE]

Aliás, falando em projetos, uma Nordestec no Brasil é uma idéia tentadora…

Londres quer transformar antiga usina movida a carvão em usina de energia renovável

Com o objetivo de sustentar o consumo energético de seus moradores, Londres pretende transformar a Battersea Power Station, antiga usina que parou de funcionar em 1983, num grande complexo gerador de energia limpa. O complexo chegava a produzir 20% da energia utilizada na cidade em sua época de funcionamento.

Battersea , á beira do rio Tamisa, voltará a produzir energia para Londres, desta vez será renovável

O edifício, o maior construído por tijolos da Inglaterra, produzia cerca 500 MW através do carvão, até ser abandonado. Muitos projetos em torno dele surgiram, mas só agora a idéia de transformá-lo em fonte de energia limpa conseguiu sair do papel. Além de gerar energia renovável para escritórios e domicílios por toda a Londres, serão construídos restaurantes, cafés e um hotel para atrair turistas para o rio Tamisa, que corre na frente do Battersea.

São idéias como essas que me chamam a atenção. Transformar um ícone urbano, que antes fornecia energia para a cidade através de combustíveis fósseis, em uma fonte limpa e moderna de energia. Está certo que os ingleses tem muito mais recursos para criar um projeto desses do que nós, mas é em idéias assim que o Brasil deveria ir pensando.

Afinal, se quisermos ser a 5ª potência, que pelo menos sejamos de forma sustentável. [via INHABITAT]

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